sexta-feira, 18 de maio de 2018




A temperatura é o melhor tónico, que retém cada corpo e que sabe acelerar o desenvolvimento do desejo. O calor faz despender enorme quantidade de energia nervosa, e subtrai essa energia ao agasalho. Haverá fogo?





Eis o melhor da vida: ter o autoconhecimento na ponta dos dedos.



domingo, 1 de abril de 2018






Somos indiferentes à antiguidade, porque as tecnologias aboliram a memória certa dos homens. Devemos reencontrar no passado a sabedoria perdida, através do saber olhar. Somos indiferentes às pistas deixadas pela mais antiga das alegorias da caverna.  
Devemos contemplar, excessivamente próximos e excessivamente afastados, tomando consciência da necessidade que a alegoria exige.



domingo, 25 de março de 2018


O encontro é a peça cada vez mais necessária na engrenagem da transformação do mundo. Diariamente milhões de pessoas em todo o mundo interpretam o papel principal. Uma encenação animalesca que vem adquirindo um carácter cada vez mais urgente, através das imagens para celebrar esse primeiro encontro.






quarta-feira, 21 de março de 2018




Acredita, apenas por uma vez, peço-te.
Parte à descoberta sem angústia que a poesia, com o tempo que exige a sua prática, pode satisfazer melhor do que o Tinder ou a internet em geral. Uma espécie de religião, entrega a mundos de fascínio, novos ou velhos, leves ou suculentos, acessíveis ou difíceis. Precisas de reaprender a lentidão.
Respeita-me por favor, no dia mundial da poesia.

segunda-feira, 19 de março de 2018




Não há forma de escapar à tamanha condenação de viver um dia que não é nosso. Porque os homenageados continuarão o seu caminho, indiferentes a todos aqueles que tombarem a seus pés por terem negligenciado os outros dias. Fazer de conta que este dia não existe, ou melhor, assumir o seu papel neste dia, não possibilita qualquer retrocesso. Há qualquer coisas que nos impele diariamente a acordar, a deitar, a organizar o dia, a organizar os tempos de lazer, em suma, um ano despendido ao serviço deste dia do pai.
O meu corpo e o espírito estão vergados, inevitavelmente. 

quarta-feira, 14 de março de 2018




Mudei de vida. E nesta nova vida não há paragem: o que a alimenta e anima tem como ingredientes principais o desassossego íntimo, o desejo inacabado, a metamorfose da luxúria. Agora, passo as horas a pintar, a minha arte enquanto fonte, pode saciar muita sede: de sentir, de imaginação, de anseio, de deslumbramento, de intensidade, de libido, uma ideia tão mal tratada e tão mal entendida, e que os quadros facilmente explicam.

terça-feira, 13 de março de 2018

A Madame hoje vai falar sobre a importância da roupa interior. Como diz a minha amiga Pipoca: "Hoje deu-me para isto". Como sabeis, os homens adoram ver nos nossos corpos enxutos rendas e veludos, eu também não desgosto. Devemos escolher sempre o melhor, umas mamas bem subidas, tipo aquelas das damas antigas, enroladas num corpete (não sei porquê, mas os homens gostam sempre de lá ir meter a cara), uma cueca que mostre bem os glúteos em tons de preto ou marrom, o vermelho ou rosa é um pouco ordinário, não gosto muito, o cru vai sempre bem. No sábado passado, fui ali ao Colombo comprar mais uma lingerie para fazer uma dança exótica à chuva. Disse ao meu amado Charles, que este fim-de-semana não teve de andar em viagens a acudir os desgraçados, para me olhar da sua janela e resolvi ir para o jardim. O problema, minhas amigas, foi o temporal! Acabei por andar a chafurdar na relva e hoje deparei-me com a foto que ele me tirou. Gostei e vou repetir. Espero que o Instituto Metereológico anuncie trovoada.



sábado, 10 de março de 2018




Dia Internacional da Mulher? Claro!
E tu para onde é que estás a olhar?
Não há quem te resista? És um tolo de inequívoca congruência!
Não estejas tão convencido de ti, deixa esse paleio exemplar!
Para mim serás escamoteado, ignorado mesmo. Põe-te a andar!
Dia Internacional da Mulher? Pois claro!
Embora te custe caro, meu caro!
Considera-te avisado.

quarta-feira, 7 de março de 2018




Aqui estou eu, com uma réstia de alegria, entre tantos ofícios, escolhi o de não andar vestida a maior parte do dia, não me iludo, não tenho nada a ensinar, sei mais, é claro, que todos os entendidos, não há ninguém a quem possa salvar, não tenho grandes bens ou capitais, este ofício vive, no entanto, do encontro a eito, das promessas de fogo, das dores e das catástrofes, não acredito em almas gémeas, nem me iludo com a sabedoria dos predestinados, na dúvida, recorro à magia da semente viva, sem fantasias, boa parte de mim vive na horizontal.

sexta-feira, 2 de março de 2018




Contrariamente ao que quase sempre se diz, o amor é amor quando remete para alguém que o alimenta e o prolonga. A casa está vazia. Apanha o comboio do mundo dos vivos e intensos, de energia e vibração contagiosas. Estou madura, ensaiada, sensualética, libidinal, vibrante, orgiástica, de vermelho e carne. Topas?